11 dicas de português para garantir a qualidade do seu curso online

11 dicas de português para garantir a qualidade do seu curso online

Vai criar um ebook para vender na internet? Saiba que o português é um aspecto fundamental para manter a qualidade do seu conteúdo! Fique ligado nas dicas que a galera da Comunidade Rock Content vai te dar:

Este texto foi escrito pelo Gustavo Grossi, do Comunidade Rock Content

Textos bem escritos são um ponto-chave na hora de prospectar clientes. Não estamos falando apenas de evitar erros de português: é preciso saber o que torna o seu conteúdo atraente, original e persuasivo.

Afinal, as palavras têm o poder de fisgar as pessoas, transferir conhecimento, antecipar desejos e determinar ações. É por isso que a produção de conteúdo online vem se tornando o grande foco de empresas que buscam ampliar sua influência no mercado.

Porém, não é uma tarefa tão simples, nós sabemos. A boa notícia é que existem alguns segredinhos para escrever textos impecáveis. Se você está prestes a criar um ebook para vender online ou mesmo um roteiro para suas videoaulas, este texto é para você.

A seguir, separamos 11 dicas de português que farão toda a diferença na sua escrita. Acompanhe!

1. Use verbos no presente

Lembra do que sua professora falou lá na escola? Quando uma ação é conjugada nesse tempo, significa que ela já teve início, mas ainda não foi concluída.

Assim, verbos no presente são um detalhe importante para textos de marketing, pois passam a ideia de continuidade.

Isso tem a ver com o conceito de conteúdo evergreen: não importa se o texto for lido hoje ou daqui a um ano, o valor de suas informações continuará o mesmo, pois trata-se de um texto sem prazo de validade.

Uma vez que seu objetivo é produzir conteúdo relevante, esse é um ponto importantíssimo: você estará transmitindo conhecimentos sem prazo de validade.

2. Use verbos no imperativo

Qual das frases abaixo você considera mais convincente?

  1. Usar verbos no imperativo aumenta sua credibilidade.
  2. Use verbos no imperativo, pois eles aumentam sua credibilidade.

Se você escolheu a segunda, está no caminho certo.

O modo imperativo indica uma ordem, uma sugestão ou um pedido. Ou seja, ele induz o interlocutor a executar uma ação.

Não só esse é todo o propósito do seu texto, como também serve para reforçar a ideia de autoridade da marca. Afinal, quanto mais incisivo você for, mais o leitor confiará que as suas soluções são as melhores para o problema dele.

3. Evite o “pode” e o “deve”

Existe uma classe de verbos auxiliares chamada de verbos modais. Eles servem, como o próprio nome indica, para dar uma nova perspectiva a uma ideia. Isso é ótimo, mas apenas quando essa perspectiva não remete à dúvida.

Por isso, nem todos os verbos auxiliares modais precisam ser banidos. O problema é que existem dois que são frequentemente usados de forma indevida: o “pode” e o “deve”.

Veja estas frases:

  1. Marcos pode aparecer para trabalhar.
  2. Marcos deve aparecer para trabalhar.

Ambas são ambíguas e não passam nenhuma certeza. É tão provável que Marcos apareça para trabalhar quanto não. Além disso, o leitor fica confuso: o Marcos tem permissão para ir trabalhar? O Marcos tem o dever de ir trabalhar?

Portanto, sempre que possível, é interessante evitar o uso desses verbos. Um texto persuasivo transmite certeza e tanto o “pode” quanto o “deve” atrapalham nesse sentido.

4. Acentue (corretamente, de preferência)

Existem algumas regrinhas de acentuação que sempre puxam nosso tapete quando estamos escrevendo, não é mesmo? Porém, se você quer produzir conteúdo de qualidade, esse é um problema que precisa ser erradicado.

A seguir, nós separamos aqueles casos mais complicados, que costumam render um puxão de orelha por parte do revisor. Anote estas dicas de português fundamentais para acentuar corretamente os seus textos:

Crase

A regra é: se o verbo pede preposição “a” e está associado a um termo feminino que aceita o artigo “a” na frase, você usa crase.

Por exemplo:

  • Avisei à professora que não poderei ir à aula hoje.

Mas existe um macete para saber quando ela é necessária: basta substituir o termo feminino por um masculino e verificar se precisa usar “ao”.

  • Avisei ao chefe que não poderei ir ao trabalho hoje.

Se sim, o “a” tem crase. Viu como não é tão difícil assim?

Porquês

Todo escritor dá aquela travada quando precisa usar um “porquê” no meio da frase. Guarde nossas dicas para nunca mais esquecer essas regras:

  • Porquê — deve ser precedido por um artigo e serve como substituto para “o motivo”: “não entendi o porquê de você não ir à festa”;
  • Por quê — é usado no fim frase, seguido de um ponto final ou de interrogação: “você não foi à festa por quê?”;
  • Porque — deve ser usado quando formos explicar alguma coisa: “eu não fui à festa porque estava doente”;
  • Por que — é usado no início da frase, quando queremos fazer uma pergunta, ou no meio, como substituto para “o motivo”: “por que você não foi à festa?” / “não entendi por que você não foi à festa”.

Há e a

Essa é outra confusão bastante comum, mas é bem fácil se livrar dela.

Usamos o “há” para indicar tempo decorrido, de modo que ele pode ser substituído por “faz”. Então, quando você estiver em dúvida quanto a qual dos dois usar, é só fazer o teste:

  1. Há dois anos visitei São Paulo;
  2. Faz dois anos que visitei São Paulo.

O sentido é o mesmo, certo? Agora veja este caso:

  1. Estou a dois anos de me formar;
  2. Vou me formar faz dois anos.

Não é a mesma coisa. Portanto, usa-se “a”.

Vale lembrar também que, por “há” se referir a passado, não é necessário complementar com “atrás” na frase. Escrever “há dois anos atrás”, por exemplo, é pleonasmo.

5. Dê preferência a sentenças curtas e diretas

Períodos muito longos são confusos, mesmo com todas as vírgulas no lugar.

Para que seus textos sejam claros, é preciso que sejam concisos. Portanto, evite o excesso de orações subordinadas e preze pela forma mais simples de passar sua ideia.

6. Consulte dicionários de sinônimos

Os sinônimos são grandes aliados quando você quer evitar repetições ou quando precisa encontrar um jeito mais assertivo de transmitir uma informação.

E não nos referimos apenas a sinônimos para uma ou outra palavra: você pode procurar sinônimos para conectores e outras expressões também!

Porém, eles devem ser usados com parcimônia. Mais do que um vocabulário amplo, é necessário saber quando um termo funciona melhor do que outro, senão o seu texto pode acabar sem sentido.

7. Adeque sua linguagem ao leitor

Essa é a primeira regra da comunicação: adequar o discurso. Você precisa saber com quem está falando para saber como falar.

No marketing de conteúdo, o seu interlocutor é chamado de persona. Ela é um exemplo de possíveis clientes e serve para pautar a linguagem do seu texto.

Se você estiver se dirigindo a alguém que não é tão familiarizado com o tema abordado, por exemplo, o melhor caminho é evitar termos muito técnicos. Se o leitor for alguém que já está mais ou menos por dentro do assunto, você está livre para ser mais específico.

Por isso, é fundamental defini-la antes de começar qualquer texto.

8. Evite abreviaturas e siglas

A clareza é imprescindível para que o leitor tire o melhor proveito do seu texto. Por isso, abreviaturas e siglas não são recomendadas, a menos que sejam familiares a uma parcela significativa do público-alvo.

Suponhamos que você queira falar sobre divulgação nas redes sociais e escreva a seguinte frase:

“Um bom jeito de chamar a atenção para o seu conteúdo é entrando nos TTs”.

A menos que boa parte do seu público esteja não só familiarizada com o Twitter, mas com a linguagem do Twitter, ela não terá a mínima ideia de que você está se referindo a uma abreviatura para os assuntos em alta na plataforma, os “Trending Topics”.

Por outro lado, todo mundo sabe o que significa UFRJ, BOVESPA, TV, IPTU… Nesses casos, você pode usá-las à vontade. Como vimos acima, tudo é questão de se adaptar ao seu leitor.

9. Não se apegue ao texto

Parece estranho que uma das dicas de português mais valiosas seja “não se apegue ao que você escreve”, não é? Mas a verdade é que quanto mais você se distanciar do seu texto, melhor enxergará possíveis defeitos e mais disposto estará para corrigi-los.

Cortar parágrafos, reestruturar frases, trocar palavras… Tudo isso será bem difícil se você se apegar demais ao conteúdo. Portanto, é preciso alguma frieza para mexer onde for necessário.

10. Leia

Escrever depende de um misto de criatividade e domínio sobre sua principal ferramenta: o idioma. Ler é imprescindível para explorar as possibilidades que o português oferece, bem como enraizar recursos e normas gramaticais.

Livros, blogs, revistas, até mesmo posts de Facebook. O importante, aqui, é buscar textos de qualidade, que inspirem e sirvam como exemplo de um conteúdo bem escrito.

11. Exercite a escrita

“A prática leva à perfeição”. Clichê, porém verdadeiro.

Para ter certeza de que você absorveu nossas dicas e está pronto para produzir textos de qualidade incontestável para seu curso online, nada melhor do que praticar.

Faça alguns testes, escreva sem o intuito de publicar. Se possível, peça para alguém corrigir e apontar erros que você tende a cometer com mais frequência. Depois, trabalhe em cima disso.

É na prática que identificamos nossas dificuldades e descobrimos como contorná-las. Além disso, o exercício constante ajuda a fixar conceitos, pois nosso cérebro aprende mais rápido através da repetição.

E agora que você já sabe como garantir um conteúdo de primeira, conte para nós: qual dessas dicas de português você achou mais útil? Conhece outras que gostaria de compartilhar?

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