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Especial Dia da Mulher

Especial Dia da Mulher

Entenda como está o mercado de trabalho para as mulheres atualmente.

No dia 8 de março é comemorado oficialmente o Dia da Mulher, data em que elas são homenageadas por suas conquistas sociais, políticas e culturais.

O simbolismo da data é muito importante, porém, no Brasil e em muitos outros países, a desigualdade de gênero ainda é preocupante.

O mercado de trabalho, em especial, é a área que mais apresenta diferenças de oportunidades e remunerações para as mulheres. Diferenças de tratamento, discriminações em cargos e casos de abuso também são recorrentes.

Neste post, vamos apresentar um panorama sobre a carreira dessas mulheres nos dias de hoje. Continue a leitura e entenda!

Afinal, por que comemorar o Dia da Mulher?

Em uma situação de extrema desigualdade e discriminação, as mulheres iniciaram sua luta por direitos iguais no final do século XIX, principalmente nos Estados Unidos e na Europa.

Na época, os principais questionamentos envolviam as jornadas de trabalho abusivas, que passavam das 15 horas diárias, além da discriminação de gênero.

Segundo registros históricos, a comemoração da data teve origem no outro lado do mundo, em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial. Em 8 de março desse ano, uma manifestação na Rússia reuniu mais de 90 mil mulheres que reivindicavam melhores condições de vida e trabalho — movimento que ficou conhecido como “Pão e Paz”.

Entretanto, a data foi internacionalmente oficializada apenas 4 anos depois, em 1921.

Mesmo depois de tanta luta, o Dia da Mulher sofreu algumas deturpações, nas quais aspectos generalistas como “beleza”, “delicadeza” e a “capacidade de cuidar do lar” tomaram o lugar da defesa de igualdade, direitos, segurança e liberdade.

Nesse contexto, é mais do que necessário reforçar o verdadeiro propósito das comemorações atuais e resgatar as memórias dos séculos marcados por lutas, reivindicações e conquistas.

Como está a inserção da mulher no mercado de trabalho?

No decorrer do século XX, a mulher foi ganhando cada vez mais destaque no mercado de trabalho, ocupando espaços que, anteriormente, eram reservados apenas aos homens.

No Brasil, entre as décadas de 1960 e 1990, a proporção de mulheres inseridas no mercado cresceu muito, passando de 16,5% em 1960 para 43,4% de mulheres em empregos formais em 1992, segundo o levantamento Estatísticas de Gênero, do IBGE.

Entretanto, pouca coisa mudou nesse sentido desde a década de 1990. Até o ano de 2009, essa proporção atingiu apenas os 46,8%.

As estatísticas são influenciadas por uma série de dificuldades que as mulheres passam até alcançar um posto no mercado de trabalho, tais como o equilíbrio entre atividades domésticas, muitas vezes impostas às mulheres, e o trabalho fora de casa.

Tudo isso sem contar as discriminações e desigualdades de gênero, que fazem com que as mulheres encontrem muito mais dificuldades para conseguir se alçar a cargos mais elevados.

Além disso, ainda há a questão da disparidade salarial — as mulheres recebem, em média, 70% do salário dos homens, ainda que ocupando os mesmos cargos. Ou seja, as mulheres do Brasil e do mundo ainda encontram obstáculos na equiparação com homens, mesmo quando são muito mais qualificadas que eles.

Como está o cenário de liderança e gestão para as mulheres nos dias de hoje?

A boa notícia, mesmo nesse contexto de desigualdade de gênero, é que as mulheres estão cada vez mais ocupando cargos de gestão e liderança.

De 1997 a 2013, o número de mulheres exercendo cargos dessa importância subiu de 11% para 41% entre as melhores empresas para se trabalhar, segundo o ranking da GPTW. No geral, as mulheres brasileiras ainda ocupam 24% dos cargos de liderança.

Apesar disso, ainda segundo o ranking da GPTW, apenas 11 das 130 melhores empresas para se trabalhar no Brasil são presididas por mulheres. É um número reduzido, mas que traduz uma grande evolução, já que há poucos anos era impensável que mulheres pudessem ocupar o cargo máximo dentro de uma empresa.

E, se presidir negócios já era algo impossível de se pensar, a última década se mostrou muito importante para as mulheres devido à eleição de Dilma Rousseff, a primeira presidenta da história do Brasil.

Mas, mesmo ocupando os cargos mais importantes dentro de empresas e no ambiente político brasileiro, as mulheres ainda encontram grandes dificuldades para conquistar o respeito dos comandados.

Em que pontos o mercado ainda precisa evoluir?

Em um contexto de evolução na participação feminina no mercado de trabalho, ainda é preciso combater o preconceito e a discriminação de gênero.

Culturalmente, a situação é um pouco mais complicada, já que demanda muito mais tempo para ser mudada.

É preciso desenvolver um ambiente em que o respeito e a igualdade sejam vistas como algo natural, de modo que as mulheres não sejam discriminadas apenas por serem mulheres e que os homens saibam respeitar quando se encontrarem em posições inferiores a elas no mercado de trabalho, já que o sucesso delas ainda incomoda muitos.

Os mitos sobre a atuação feminina no mercado de trabalho também precisam cair para que seja possível, enfim, evoluir.

Ideias como falta de ambição e a necessidade de largar a família para prosperar na carreira são tão arcaicas que é inacreditável que isso ainda aconteça nos dias de hoje. Tudo isso sem contar comentários e posturas machistas e pouco profissionais que insinuam que qualquer sucesso feminino esteja ligado a favoritismos.

Em um mundo ainda muito machista, as mulheres continuam encontrando dificuldades e entraves para conseguir ter sucesso. Por isso, cada conquista deve ser comemorada. Afinal de contas, são fruto de muita luta e perseverança.

E você, como enxerga a situação da mulher no mercado de trabalho atualmente? Concorda com a forma como é comemorado o Dia da Mulher hoje? Deixe a sua opinião nos comentários!

 

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