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A economia colaborativa e as oportunidades para pequenos negócios

A economia colaborativa e as oportunidades para pequenos negócios

Entenda o que empresas como Uber, Airbnb e WeWork têm em comum e como você pode fazer parte desse modelo de negócio também.

Uber, Airbnb, Wikipédia, WeWork… Se você nunca usou algum desses serviços, ao menos já deve ter escutado falar sobre eles. Todas essas organizações são exemplos de uma tendência mundial: a economia colaborativa.

A sociedade do hiperconsumo vem passando por uma transformação interessante, dando espaço à valorização do capitalismo consciente e práticas sustentáveis. Tais mudanças impactam o nosso cotidiano e também a maneira como o mercado se comporta.

Neste artigo, vamos mostrar como a economia colaborativa funciona, seus modelos de aplicação e outras questões.

O que é economia colaborativa?

Economia colaborativa é um termo utilizado para caracterizar o uso de bens e serviços de maneira compartilhada. Ela substitui a necessidade de compra, sendo um modelo de negócio baseado na troca. Assim, tanto o dono quanto o cliente podem se beneficiar.

O conceito se fortaleceu após a crise econômica de 2008, o que mostrou uma necessidade de mudança na maneira como consumíamos.

Em 2011, a revista Time elegeu a economia colaborativa como uma das 10 ideias que mudariam o mundo.

Apesar de ser uma expressão relativamente nova, tal hábito não surgiu exatamente agora. Basta observar que práticas como caronas, vaquinhas e aluguel de casas de temporada existem há anos.

No entanto, ela ganhou força devido à tecnologia aplicada que ajuda a organizar os produtos ou serviços que serão utilizados de maneira compartilhada.

A economia colaborativa no mundo

Após a crise econômica, o crescimento desenfreado da poluição — que agride o meio ambiente — e também a diminuição de renda em alguns locais, a sociedade passou a ver que a maneira de consumo até então utilizada entraria em colapso a qualquer momento.

Por isso, o mundo — ou ao menos uma parte dele — tem voltado seus olhos para uma maneira mais barata e consciente de viver.

De acordo com a consultoria PwC em reportagem divulgada na Revista Época Negócios, em 2025, a economia colaborativa deverá movimentar cerca de 335 bilhões de dólares.

O Brasil ainda não tem dados completos, mas estima-se que o país passará a ter 30% do seu PIB de serviços diretamente ligado ao compartilhamento.

Nos EUA, por exemplo, a PwC fez uma pesquisa que mostrou que 86% da população acredita que a economia colaborativa torna a vida mais barata, o que estimula seu crescimento no país.

Essa facilidade, bem como a economia de tempo e dinheiro, ajudam o mercado a se desenvolver. Isso quer dizer que, no futuro, o acesso será mais importante do que a posse, devido à necessidade de um consumo consciente.

Como a economia colaborativa funciona?

Se você tem um pequeno negócio, é bem provável que pense que a economia colaborativa funciona apenas para grandes organizações. Na verdade, isso é um engano, pois ela privilegia até mesmo os autônomos.

Um dos seus motores é a tecnologia, que traz mais confiança e permite uma atuação mais completa. Por meio de aplicativos e comunidades online, por exemplo, é possível criar redes de compartilhamento.

Mas não é só isso. Os negócios que querem participar da tendência precisam se embasar em dois quesitos importantes, além da tecnologia, que são:

  1. Social: a razão de ser da economia colaborativa está na base social. É preciso que a colaboração entre duas ou mais pessoas aconteça para que o bem/serviço possa ser aproveitado;
  2. Econômico: a questão econômica também deve gerar benefícios para as três partes envolvidas — dois usuários e o negócio, o qual fará a mediação entre eles.

Uma coisa é clara: o empreendedor precisa estar disposto à colaboração por meio de cocriação, coworking, crowdsourcing ou outras práticas. Estar aberto a colaborar e receber colaborações é o caminho para que ele se beneficie e atinja bons resultados.

É bom lembrarmos que os benefícios de focar na economia colaborativa são vários e vão além da questão financeira. Saiba mais sobre eles:

  • Inteligência coletiva: é a inteligência compartilhada, na qual as pessoas colaboram com as suas diversidades. Essa é uma oportunidade de reconhecer e enriquecer o conhecimento mútuo dos indivíduos que participam da economia colaborativa;
  • Oportunidade de renda: como dissemos, a economia colaborativa não representa uma vantagem financeira apenas para quem usa um serviço, mas também para quem o oferece. Um negócio consegue manter os custos mais baixos e criar um relacionamento mais duradouro com o cliente, tornando-o mais lucrativo;
  • Aumento do networking: as trocas são especialmente importantes na economia colaborativa, pois a todo momento novidades estão surgindo, como novas tecnologias que otimizam o trabalho. Isso dá ao empreendedor a oportunidade de aprender sobre inovação e ainda dividir os seus conhecimentos com outras pessoas que compartilham o mesmo estilo de vida;
  • Acesso ao capital: voltando à questão econômica, o compartilhamento promove um acesso maior ao capital por diferentes grupos, o que ajuda na construção de uma sociedade mais justa, na qual os pequenos negócios têm mais acesso ao mercado e crescimento.

4 modelos de economia colaborativa

A economia colaborativa é democrática e atinge diversos segmentos do mercado. Conheça alguns exemplos que separamos!

1. Turismo

Um dos maiores responsáveis pelo crescimento do compartilhamento de serviços é o turismo. Exemplos não faltam, como o Airbnb e o AlugueTemporada, sites nos quais as pessoas alugam casas, apartamentos ou somente quartos para hóspedes em todo o mundo.

Qualquer indivíduo que queira alugar seu espaço pode se inscrever e obter uma renda extra.

O interessante é que tanto ele quanto o viajante saem ganhando, já que os preços costumam ser convidativos se comparados aos modelos tradicionais de hospedagem.

2. Transporte

O transporte é um dos principais exemplos de colaboração na economia. Uber e Cabify são alguns dos principais nomes desse mercado. Nessas plataformas, os usuários podem oferecer um serviço básico de transporte a um preço acessível, trazendo conforto ao passageiro.

Nesse meio, temos também o carsharing, no qual uma pessoa anuncia o seu veículo para aluguel e outra pode usufruir de um automóvel particular sem ter que gastar para comprá-lo ou mesmo mantê-lo.

3. Lifestyle colaborativo

Nesse caso, podemos encaixar uma série de exemplos de lifestyle colaborativo, começando pelos espaços de trabalho.

O chamado coworking é um famoso modelo de compartilhamento de ambiente organizacional, como é o caso do WeWork.

Profissionais de todas as áreas alugam o espaço por um tempo, por exemplo, quando necessitam realizar uma reunião com um cliente. Assim, eles têm a possibilidade de atuação em locais diferentes devido à mobilidade.

Outro exemplo são as pessoas que disponibilizam uma habilidade, recurso ou mesmo tempo para ensinar. É o caso de cursos online, nos quais o indivíduo compartilha um conhecimento em determinada área, disponibilizando materiais e videoaulas mediante pagamento, tal como acontece na Hotmart.

4. Streaming

O sistema de streaming, tanto de músicas quanto de filmes, também é um exemplo de economia colaborativa. Spotify e Netflix são os dois principais produtos oferecidos, nos quais as pessoas pagam uma mensalidade para poder escutar músicas e assistir a filmes, sem que para isso seja preciso adquirir um CD ou DVD.

A economia colaborativa e o impacto no mercado

Como mostramos aqui, a economia colaborativa representa uma alteração no rumo do mercado. Antes, o consumo desenfreado era incentivado; hoje, há uma preocupação crescente com a sustentabilidade e um estilo de vida mais econômico.

Isso abre espaço para os pequenos negócios, que precisam estar atentos às oportunidades e valorizar pessoas para aproveitar esse cenário.

Os exemplos apresentados, apesar de serem de grandes organizações, começaram pequenos. O que trouxe o sucesso foi justamente a possibilidade de participar da evolução da inteligência colaborativa, aumento do networking e outras inovações.

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