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Educação disruptiva: descomplicando o processo de inovação com Débora Garofalo

A professora Débora Garofalo explica como a Educação Disruptiva pode revolucionar o ensino em mais um vídeo da série Jornada Hotmart MASTERS.

imagem de Débora Garofalo para o Hotmart MASTERS

Como inserir as tecnologias no ambiente de ensino e fazer da educação um processo mais ágil, dinâmico e alinhado com as necessidades dos dias atuais? A resposta é a educação disruptiva!

E Débora Garofalo conhece esse assunto como ninguém. A professora é reconhecida por seus 15 anos de trabalho no ensino público e por diversos prêmios na área, como o Prêmio Professores do Brasil, o Desafio Aprendizagem Criativa Brasil do MIT e a medalha Pacificadores da ONU.

Com toda essa bagagem, Débora é um dos nomes mais capacitados para falar sobre educação disruptiva e abordar, de forma prática, como a tecnologia pode descomplicar a inovação no setor.

E ela, que foi a primeira mulher da América do Sul a estar no top 10 do Global Teacher Prize, considerado o Prêmio Nobel da Educação, compartilhou sua experiência na última edição do Hotmart MASTERS.

Mas o que é o Hotmart MASTERS? É um evento global, online e 100% gratuito, com palestras dos maiores nomes do mercado digital.

E você confere um resumo com os principais ensinamentos de Débora Garofalo sobre educação disruptiva e inovação no ensino em mais um vídeo da série Jornada Hotmart MASTERS no vídeo abaixo. Ou, se preferir, pode continuar lendo este post!

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O que é Educação Disruptiva?

Esse conceito está associado ao processo de aprendizado que apresenta novas soluções para desafios que a sociedade enfrenta no mundo atual. 

Mais do que aprender algo novo, a educação disruptiva estimula o aprimoramento do aprendizado para encontrar soluções simples para aquilo que já faz parte da vida das pessoas, tornando-o mais funcional.

Para isso, há o uso constante de inovações tecnológicas dispostas na sociedade, sobretudo o da internet! É claro que esse processo recai principalmente no cotidiano de pessoas voltadas à educação, como professores e gestores, organizando o seu dia e os colocando diretamente no ensino ao invés de processos burocráticos.

O empreendedor digital, por sua vez, deve entender isso como parte de seu processo de inovação, em que ele compreende, cada vez mais, as demandas do mercado para modelos de produtos que facilitem a vida das pessoas. Muitas pessoas empreendem, nesse sentido, por meio do ensino online.

Por meio da educação disruptiva, pode-se ter ideias inovadoras com modelos de serviços e produtos voltados para a simplificação da vida das pessoas e o aproveitamento daquilo que está ao redor delas para promover a inovação.

A evolução da Educação

Em seu vídeo para a Jornada Hotmart Master, Débora Garofalo começa contextualizando o cenário da educação. 

Ela lembra que a Educação 4.0 nasce da Revolução Industrial. Desde aí, fala-se muito sobre internet das coisas, inteligência artificial e inovação, temas que ganharam ainda mais protagonismo com a pandemia do novo Coronavírus em 2020. 

Ela lembra que as revoluções são processos que modificaram o modo com a qual as pessoas trabalham e resume cada uma:

  • 1ª Revolução: Mecanização dos processos por meio da energia hidráulica e do vapor;
  • 2ª Revolução: Início da produção em massa, proporcionada pela aplicação de energia elétrica;
  • 3ª Revolução: Automação dos processos por meio da eletrônica e tecnologia da informação;
  • 4ª Revolução: Fusão de tecnologia que está combinando as esferas física, digital e biológica. 

Segundo Débora, por mais que ainda haja uma percepção de que a educação vive “atrasada” nesse processo, a pandemia tem trazido lições, como a educação descentralizada: “Não podemos deixar de fora da sala de aula a tecnologia.” 

Mas, ela mesma indaga: “mas que tipo de tecnologia é essa? Como inovar nesse processo?”. Ela tenta, a seguir, mostrar como romper esses velhos paradigmas da educação.

Caminhos para uma educação disruptiva

 Para começar a encontrar esses caminhos para a educação disruptiva, Débora provoca: “Robótica é maker? Programação é Maker? Pintura é maker? Impressora 3D é maker? Marcenaria é maker? Costura é maker?”.

Ela fala que tudo isso é a porta de entrada para a inovação hoje, o movimento maker. Esse conceito, segundo a professora, promove o resgate da aprendizagem “mão na massa”, ou seja, desenvolver determinado conteúdo utilizando a interdisciplinaridade. 

Mais do que fazer apenas com as suas próprias mãos, o agente envolvido, no caso do universo da professora, os seus alunos, aprendem a encontrar um novo significado na escola e entender o porquê ele precisa aprender as disciplinas e como cada uma está relacionada.

Além disso, esse conceito tem como objetivo promover estimular a criação, a investigação, a resolução de problemas dos estudantes, fazendo-os pensar além da caixinha, conectando ideias que, antes, pareciam desconectadas entre si. 

Por isso, ela resume que o maker é aquele que põe a mão na massa. E isso está diretamente relacionado a uma atitude.

Entendendo a filosofia maker

Para Débora, o maker é aquele que busca, por meio da curiosidade, busca ajuda e tem uma atitude aberta para trocas de conhecimento e aprendizado. Ou seja, é aquele que está disposto a aprender. Principalmente com os erros.

Por isso, o maker trabalha com outras habilidades que não seja a dele e que sejam socioemocionais, como a colaboração, a empatia, a criatividade, o pensamento crítico e outras cognitivas. 

 “Com o trabalho inovador, a gente pode colocar a educação à frente do nosso tempo e promover algo que seja significativo para os nossos estudantes, mas que coloca o professor diante de um novo papel: o mediador de conhecimento”, sinaliza Débora. 

Ela ainda cita os pilares da filosofia maker: 

  • Consertar;
  • Modificar;
  • Fabricar;
  • Fazer;
  • Construir. 

Mas, para tudo isso é preciso dar o primeiro passo: começar! 

A filosofia maker possibilita que a aprendizagem ocorra, portanto, por meio da experimentação. O estudante sai da passividade e se coloca no centro do processo de aprender por meio da vivência tornando-se o protagonista de sua própria história.

Qual é o papel do professor na educação 4.0?

Para Débora, o professor é o mediador desse processo. O professor não precisa, necessariamente, possuir todo o conhecimento trabalhado nessa aplicação, mas ele deve ter atitude e estar aberto a aprender. 

O professor se coloca também como um agente em processo de aprendizagem, ele vivencia, junto com o aluno, essas novas possibilidades que o mundo atual proporciona se colocando como um facilitador na aprendizagem do aluno, usando métodos como o da sala de aula invertida, por exemplo.

Educação 4.0 em ação!

Para mostrar a educação 4.0 na prática, Débora usa um caso real que ela mesma vivenciou. 

Seu trabalho em 2015 era em uma escola de periferia em São Paulo, cercada por tráfico de drogas, pela violência, mas também pela falta de infraestrutura e saneamento básico. 

Isso tudo refletia diretamente nos resultados dos índices, considerado um dos piores. Mas, para Débora, o problema também estava não apenas na localização, como também nas reclamações dos professores com os alunos. 

Débora entrou na escola como professora de tecnologias, mesmo tendo uma carreira consolidada na área de humanas, precisamente de língua portuguesa. 

A professora relembra a fala de uma diretora: “Débora, você é uma excelente alfabetizadora, uma excelente professora de língua portuguesa, por que trabalhar com tecnologia?”. Ela respondeu que acreditava que a tecnologia poderia transformar as vidas dos alunos.

Débora foi aceita pelo conselho da escola para trabalhar com ensino de robótica e de programação. Ela sentiu a diferença, inicialmente, no número de alunos: eram mais de mil! Muito mais do que os 30, 35 que ela estava acostumada como professora de português!

Empolgada, Débora quis mostrar toda sua vivência também na área e começou a fazer diagnósticos. Veio o primeiro susto: 70% dos alunos falavam que o lixo era um problema sério na vida deles!

Ela diz que os relatos são que muitos deles não iam para a escola em dia de chuva por causa de alagamento, que, além disso, traziam doenças, impactando, portanto, na própria rotina escolar de cada um. 

A professora se viu em um dilema: como ensinar robótica e programação se o problema desses estudantes eram outros? Débora sabia que não era possível ensinar esses temas sem antes resolver essas questões para a vida dos alunos. 

Ela relata que teve um estalo: levou os alunos para a rua coletar materiais recicláveis e lixo eletrônico para trabalhar com robótica de sucata!

Com isso, ela viu a oportunidade de transformar aqueles alunos em protagonistas de suas próprias histórias. Ela acolheu todos os estudantes e mostrou o potencial que eles tinham para isso. 

Não foi fácil, segundo ela. Duas frases resumiram essa dificuldade: “professora, a senhora que nos tirar a única aula que temos com tecnologia para que a gente possa pegar lixo na rua? O que adianta, o que vai mudar”, conta ela que foi a primeira. 

A segunda: “Robótica não é coisa para aluno de escola pública, professora. É para alunos de escola particular!”. Débora diz que essas duas frases a fizeram pequena, mas foi o estopim para um trabalho de sensibilização.

O trabalho, então, seguiu com eles recolhendo e fotografando esse lixo, despertando o incômodo em cada um. E com o lixo recolhido, Débora e seus alunos fizeram um protótipo de carrinho movido a balão de ar. Isso, segundo Débora, foi o suficiente para transformar a aprendizagem daqueles estudantes. 

O resultado se refletiu não apenas em toda a rotina dos alunos, como também nos índices da escola: 

  1. Diminuição em 93% da evasão na unidade escolar;
  2. Redução de 95% do trabalho infantil;
  3. Aumento de 4,2 para 5,2 no IDEB;
  4. Retirada de 1 tonelada de lixo das ruas de São Paulo e aumento de coletores e parcerias. 

Mas, Débora diz que a principal vitória foi de como a Educação Disruptiva pôde levar seus alunos a um novo patamar de aprendizado, em que o lugar que viviam não era o determinante para isso, mas sim eles próprios.

Chaves do sucesso de projetos inovadores

Débora conclui seu vídeo dizendo que as chaves do sucesso é a criação de um ambiente que permita a participação dos atores envolvidos, para que conheçam e que possam contribuir, dando a sensação de pertencimento e autoria. 

Também é chave o foco criativo, em que as pessoas são o centro da aprendizagem criativa, fazendo com que haja uma mudança de cultura entre professores e alunos. 

E finaliza: “Ser inovador é, antes de mais nada, uma atitude”.

Para isso, é sempre importante lembrar em qual contexto está a educação disruptiva, bem como a sua evolução para entender os caminhos para ela. 

Saber sobre a filosofia maker e o papel do professor na educação 4.0 para, então, colocar a mão na massa e usar as chaves do sucesso de projetos inovadores.

E não pare por aqui! Que tal aprender ainda mais sobre educação disruptiva e inovação no ambiente de ensino com quem entende do assunto?

Faça sua inscrição no Hotmart MASTERS. De 26, 27 e 28 de maio de 2021, aprenda com grandes nomes do empreendedorismo e da educação no evento online, global e gratuito da Hotmart. É só clicar no banner abaixo.

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