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Construindo feedbacks com a Janela de Johari

Entenda tudo sobre a Janela de Johari, essa poderosa ferramenta de gestão.

Janela de Johari: exemplo da ferramenta Janela de Johari que consiste em 4 quadrados separados para coletar feedbacks.

A comunicação e a troca de informações são essenciais para o funcionamento de qualquer equipe. Faz parte dessa dinâmica o entendimento de como as relações interpessoais ajudam nesse contexto, bem como na aceitação de feedbacks, tão importantes para o crescimento pessoal e profissional.

Aceitar e evoluir a partir dos feedbacks é essencial para se alcançar o sucesso. E para que isso aconteça da melhor maneira possível, é interessante contar com ferramentas que auxiliam nesse processo, como a Janela de Johari.

Você conhece esse conceito? Neste post, explicamos o que é e como a Janela de Johari pode ajudar você com os feedbacks. Acompanhe!

O que é a Janela de Johari

A janela de Johari é uma ferramenta criada em 1955 para o autoconhecimento e melhoria das relações interpessoais.

Desenvolvida pelos psicólogos norte-americanos Joseph Luft e Harrington Ingham, em Chicago, essa técnica (que ganha o nome de Johari a partir da junção das iniciais dos pesquisadores) é um instrumento de análise de comportamento e características apontadas por diferentes pontos de vista.

O modelo foi derivado de uma dinâmica de grupo desenvolvida na Universidade da Califórnia e aperfeiçoada posteriormente por Joseph Luft.

Essa ferramenta expõe de forma gráfica resultados de uma análise para a auto percepção, ao mesmo tempo que também expõe a percepção de terceiros sobre o indivíduo.

Como uma janela para o desenvolvimento pessoal, aprimoramento de habilidades, melhora na comunicação e desenvolvimento em grupo, é possível ter uma visão mais objetiva e detalhada sobre comportamentos, qualidades e defeitos.

Eficaz em diversas situações, a Janela de Johari pode ser feita entre duas pessoas ou até em grupos, por isso pode auxiliar em grandes mudanças tanto a nível pessoal, como a nível profissional.

Neste artigo, vamos esclarecer o que constitui essa metodologia e como você pode aplicá-la para si e para a sua equipe.

Como funciona a Janela de Johari?

Os principais mecanismos da Janela de Johari funcionam a partir de quadrantes e eixos que encaminham os “eus” do indivíduo. É com eles que será possível destrinchar informações mais detalhadas e relevantes para o processo de autoconhecimento.

Você e o seu grupo terão que apontar características para cada uma dessas áreas com base nos seus aspectos positivos e negativos.

Abaixo você conhecerá melhor sobre esses quadrantes e os 4 “eus” tão importantes para o funcionamento dessa ferramenta. Preparado(a)?!

Os quadrantes da Janela de Johari  

A Janela de Johari consiste em quatro quadrantes que são divididos em dois eixos. Cada quadrante reúne informações em diferentes pontos de conhecimento sobre uma pessoa. 

Essas informações podem ser internas (que a própria pessoa sabe) e externas (que outras pessoas pontuaram). Já os eixos se dividem em horizontal e vertical. 

O eixo horizontal representa o que é conhecido e desconhecido pelo indivíduo. Nele estão a zona aberta (características que o indivíduo e os outros conhecem) e a zona cega (características que apenas o indivíduo desconhece).

O eixo vertical representa o conhecimento que outras pessoas têm ou não sobre o indivíduo. Esse eixo inclui a zona aberta e a zona oculta (características que apenas o próprio indivíduo conhece).

A zona desconhecida, como o nome já diz, é desconhecida por todos e simboliza novas descobertas. Contaremos melhor sobre ela mais adiante.

Os “4 Eus” da Janela de Johari 

Para entender melhor os quadrantes da Janela de Johari, é importante conhecer cada “eu” que será trabalhado nesse método. Em cada um será necessário compreender informações sobre si mesmo(a) a partir de você e de outras pessoas.

Eu aberto: O eu aberto é tudo aquilo que você expõe ao mundo sobre si próprio. É a forma como você se comunica e as características que você se sente mais confortável em expor. As outras pessoas reconhecem essas informações e você também. 

É uma visão compartilhada de qualidades e defeitos que são facilmente identificados no dia a dia por todos. Essa é a primeira “camada”, com tudo que você não oculta e conhece completamente.

Eu cego: Já o eu cego é tudo aquilo que faz parte de você, mas que apenas os outros conseguem enxergar. Até então, esses aspectos partem de ações e expressões inconscientes.

São características (qualidades e defeitos) que ainda não são reconhecidas por você. Aqui, entram julgamentos e interpretações de outras pessoas sobre o outro a partir de como você se expressa verbal e não verbalmente, como age e como se comunica.

A partir dos relacionamentos e interações, o nosso comportamento também é analisado e é aí que surgem traços de personalidade que não são captados pela própria pessoa, apenas por quem observa de fora. 

Saber o que está no “eu cego” é uma porta para melhorar aspectos e ter domínio sobre eles.

Eu oculto: O eu oculto reúne as características pessoais que você não revela para os outros. São pontos que por alguma razão são escondidos ou não comunicados e apenas você tem conhecimento.

Esse eu geralmente abriga tudo o que a pessoa reprime por medos de julgamentos alheios e inseguranças do cotidiano. Muitos defeitos são escondidos aqui e esse esconderijo pode acabar criando falsas impressões ou prejudicando as relações.

Algumas habilidades também podem estar nessa área, o que impede o aprimoramento e a satisfação pessoal e profissional.

Eu desconhecido: É aquele que nem você e nem os outros ainda conhecem, e ele pode abrigar características que já existem e não são reconhecidas ou que ainda aparecerão no futuro. 

Esse “eu” surge vazio para representar tudo aquilo que ainda pode ser descoberto sobre si mesmo(a). Quando o indivíduo toma conhecimento de algum aspecto novo, ele entra para a zona oculta ou cega e pode posteriormente fazer parte da zona aberta.

Para explorar melhor o eu desconhecido é preciso trabalhar outras metodologias com profissionais que ajudem nesse processo.

Janela de Johari: exemplo dessa ferramenta

Aplicando a Janela de Johari

A aplicação da Janela de Johari parte de um pressuposto de honestidade. Ou seja, é essencial que você esteja desprovido de qualquer tipo de julgamento ou interpretação subjetiva, além de evitar se sentir chateado pelas respostas obtidas por meio das percepções do grupo.

O autoconhecimento parte, inclusive, pela aceitação da percepção que os outros têm sobre você. Por isso, o preenchimento da Janela de Johari é uma ótima maneira de avaliar a imagem que passamos para as outras pessoas.

Uma boa maneira de preencher a Janela é utilizar uma lista de atributos. Esses atributos podem se dividir entre aqueles positivos, considerados virtudes, e aqueles negativos, considerados defeitos — ou, de maneira mais eufêmica, pontos de melhoria.

A imagem de você mesmo

O primeiro passo é descobrir qual é a imagem que você tem de você mesmo. Para isso, liste as características que você sabe que tem (ou julga ter).

Despido de pré-julgamentos, observe as qualidades e os defeitos que mais se encaixam na sua personalidade.

Para facilitar o procedimento de análise, limite suas escolhas para 10 virtudes e 10 defeitos, procurando escolher aqueles que mais representam a sua personalidade.

A sua imagem para os outros

Após fazer sua autoanálise, é hora do passo mais delicado.

No seu círculo de relacionamentos (pessoal ou profissional, dependendo do objetivo da aplicação da ferramenta), escolha cerca de 5 pessoas que sejam mais próximas de você. É importante que sejam indivíduos nos quais você confie e que te conheçam bem.

A seguir, se você estiver utilizando a lista de virtudes e defeitos, entregue uma cópia para cada uma dessas pessoas e peça para que elas executem o mesmo procedimento que você realizou no primeiro passo, marcando as características que mais representam a sua personalidade.

Lembre-se de avisá-las que as respostas são anônimas e devem ser limitadas a 10 pontos positivos e 10 negativos.

Se for o caso, lacre as respostas em um envelope, de modo que a pessoa se sinta confortável em responder com o máximo de sinceridade possível.

A comparação das respostas

Após coletar as impressões das pessoas próximas a você, é hora de comparar cada uma das respostas com as suas próprias.

Se quiser, tabele as características para facilitar a contabilização.

Os pontos em comum entre as suas respostas e as dos outros fará parte do “eu aberto”.

Aquilo que os outros apontaram e você não, faz parte do seu “eu cego”.

Já as características que você marcou e ninguém preencheu, fazem parte do seu “eu secreto”.

O seu “eu desconhecido” é uma incógnita, que pode ser analisado por outras ferramentas.

Como a Janela de Johari ajuda no processo de autoconhecimento

Com a sua Janela de Johari construída, é hora de analisar o quadro.

A área do “eu aberto” é tudo aquilo que é público sobre a sua personalidade. Trata-se das características que você conhece e deixa transparecer para as pessoas.

Já o “eu cego” representa as características que você desconhece, mas transparece sem saber para as pessoas. Corresponde àquilo que você faz sem saber ou inconscientemente.

Esse é, talvez, um dos principais pontos a serem analisados como feedback a partir da Janela de Johari, pois o “eu cego” é percebido pela forma como você fala, como se expressa verbal e não verbalmente, como se comunica e reage diante várias situações.

Por sua vez, o “eu secreto” corresponde às características que você não quer que os outros conheçam e, de fato, permanecem em segredo. Ele pode permanecer secreto por um medo de julgamentos e reações negativas, ou simplesmente porque não conseguimos transparecer tais características de maneira clara e objetiva.

Pode, ainda, representar uma incongruência de percepções, como em pessoas que se consideram liberais mas, na verdade, tomam atitudes conservadoras e estáveis.

Por fim, o “eu desconhecido” corresponde às áreas que ainda não foram exploradas.

Apesar da Janela de Johari não ser exatamente a melhor ferramenta para analisar essa área, é possível buscar entre as características aquilo que não foi apontado nem por você, nem pelos outros e tentar verificar quais virtudes você poderia aprimorar.

O ideal, entretanto, é buscar um acompanhamento especializado para entrar em contato com o seu “eu desconhecido”.

A Janela de Johari e os feedbacks

A aplicação da Janela de Johari é, por si só, uma ótima maneira de analisar os feedbacks. Entretanto, você ainda pode fazer várias perguntas em cima da ferramenta, como:

  • Quais as características de cada “eu” da sua Janela?
  • Qual imagem você passa e gostaria de mudar?
  • O que você gostaria de mostrar para os outros que não está sendo percebido?
  • Como mudar a imagem que os outros têm de você?

A Janela de Johari é uma ótima ferramenta para analisar a maneira como você se percebe e qual a imagem que as pessoas do seu círculo social ou profissional têm de você. Com ela, podemos nos motivar a perseguir mudanças, sempre em busca da melhoria contínua.

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Este post foi originalmente escrito em abril de 2019 e atualizado para conter informações mais completas e precisas.