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Descubra o que é e como identificar o perfil profissional de um colaborador

Descubra o que é e como identificar o perfil profissional de um colaborador

Analista, Competitivo, Comunicador… conheça 7 tipos de perfil profissional!

O perfil profissional é um resumo dos traços dominantes de comportamento de uma pessoa em seu exercício de trabalho. Ou seja, por meio da definição desse perfil, a gente consegue ter uma certa previsão sobre a forma como um colaborador lidaria com algumas situações.

Para o negócio, saber quais são os perfis que compõem uma equipe é muito útil. Assim, dá para distribuir e priorizar tarefas e projetos de modo que cada profissional tenha suas potencialidades melhor exploradas. Continue a leitura e saiba mais sobre esse conceito!

7 tipos de perfil profissional

Não dá para classificar os seres humanos em grupos estáticos ou à prova de erro. Afinal, somos muito complexos e, exatamente por isso, nossos comportamentos e nossas competências nem sempre são previsíveis.

No entanto, é comum que tenhamos alguns traços dominantes, que aparecem com mais frequência. Diante disso, nosso jeito de trabalhar — atitudes, preferências e posturas — se aproxima de algumas classificações de perfil profissional.

Muita coisa entra em jogo: a influência do meio social, os aprendizados ao longo da experiência no mercado, entre outros fatores. Abaixo, veja os 7 principais perfis.

1. O Analista

O Analista é o rei da concentração. Perfeccionista e meticuloso, é bom em analisar dados, revisar erros e controlar processos repetitivos. Esse perfil não gosta de trabalhar sob pressão, pois sente que pode perder o controle de detalhes.

Além disso, gosta de segurança, estabilidade e de tarefas que exigem que se debruce sobre livros e números. É o mais indicado para atividades que necessitam de precisão e paciência.

2. O Competitivo

Por outro lado, o Competitivo tem um perfil mais agressivo e gosta de correr riscos quando há chance de grandes ganhos. Porém, essa pressa por resultados pode comprometer a qualidade em nível de detalhe.

É capaz de muitas coisas para acelerar a carreira profissional, como passar dias trabalhando em ritmo frenético. Afinal, o que ele quer é chegar sempre na frente dos demais “competidores” da profissão.

3. O Comunicador

Agora, existem pessoas que parecem verdadeiros “magos das palavras”, não é? O Comunicador é mestre da oratória, tem muito carisma, consegue articular seus pensamentos com clareza e, aparentemente, sem esforço.

É o mais indicado para fazer apresentações de impacto, pois consegue envolver o público naturalmente. Também é um bom profissional para mediar relações interpessoais.

4. O Executor

Por sua vez, o Executor não é muito bom em tomar decisões de forma criteriosa, mas é o mais indicado para executá-las. Esse perfil profissional nunca está parado e sempre toma a frente quando o assunto é tirar as ideias do papel.

Bastante prático e objetivo, o executor gosta mesmo é de partir para a ação. Essa característica é muito positiva, mas pode andar lado a lado com uma armadilha: a insuficiência de planejamento antes da concretização das ações.

5. O Idealista

Esse é o profissional que vive com a “cabeça nas nuvens”. Ele pode até “tirar os pés do chão” às vezes, mas é muito persistente e determinado em alcançar seus sonhos — um traço que combina com o lado empreendedor.

O Idealista se dá muito bem atuando como profissional autônomo, até porque ele não gosta muito de seguir ordens e prefere fazer as coisas do seu próprio jeito — normalmente, se sai bem, pois é muito criativo, ambicioso e automotivado.

6. O Planejador

Agora, o Planejador, ao contrário, é extremamente cauteloso e dificilmente segue suas emoções sem pensar e repensar diversas vezes as consequências de uma atitude. É metódico, organizado, paciente e tem controle sobre processos.

Como esse perfil gosta de visualizar as coisas no longo prazo, tem uma visão de negócio muito útil para o gerenciamento, além de manter a cabeça no lugar, mesmo em situações de conflito. Por isso, pode ser um bom profissional para assumir cargos de liderança.

7. O Procrastinador

A procrastinação é comum no ser humano, mas quando ela se torna um traço dominante — atingindo até mesmo o ambiente profissional — pode virar um problema. Um perfil com essa característica deixa tudo para depois e muitas vezes esquece de suas responsabilidades.

Certamente, não é o perfil profissional mais indicado para a atuação freelancer ou mesmo para jornadas de trabalho mais flexíveis, como home office. Isso porque as pessoas com esse traço precisam ser cobradas de perto para não deixarem as obrigações como as últimas prioridades.

Aprenda a identificar um perfil profissional

Identificar qual é o perfil profissional dos integrantes de uma equipe é muito interessante para que a sua rede de talentos seja bem trabalhada e desenvolvida. Veja, abaixo, duas técnicas para descobrir os traços dominantes do colaborador.

Metodologia STAR

A ideia por trás da metodologia STAR é realizar uma entrevista com exemplos práticos de conflitos. A partir disso, é preciso definir para o colaborador ou candidato a tarefa que ele deve desempenhar. Em seguida, é feita a análise da ação realizada, ou seja, como ele lidou com a situação-problema.

A construção do perfil profissional passa por 4 etapas, anunciadas pelas letras que dão título ao método:

  • S — Situação: propor o conflito ou evento a ser contextualizado;
  • T — Tarefa: entender qual é a responsabilidade do colaborador nesse cenário;
  • A — Ação: observar como ele se sai diante do que foi proposto e quais são suas principais atitudes;
  • R — Resultado: analisar como a ação se relacionou à tarefa pretendida e à situação colocada.

Análise DISC

Também há a análise DISC, um questionário composto por perguntas diretas sobre como o indivíduo se vê e acredita que é visto pelos outros, nos âmbitos pessoal e profissional.

O objetivo é identificar posturas dominantes do colaborador com base na teoria de comportamentos do psicólogo Dr. William Marston. O teste define quais são os perfis comportamentais dominantes, que se relacionam a:

  • D — Dominância;
  • I — Influência;
  • S — Estabilidade (Stability, em inglês);
  • C — Complacência.

Entenda como usar os perfis profissionais

Para finalizar, aí vai uma dica: explorar estrategicamente as habilidades e o comportamento de um colaborador é ótimo, até mesmo para que ele se sinta motivado por realizar atividades compatíveis com seu potencial. No entanto, lembre-se: estamos sempre mudando e evoluindo — é natural do ser humano.

Por isso, é interessante que a descrição desses traços não acabe se tornando uma crença limitante que impede o colaborador de ter versatilidade. Vale a pena incorporar uma cultura de desenvolvimento que seja complementada, e não restrita, a essas classificações de perfil profissional.

Pensando nisso, que tal continuar aprendendo sobre gestão de equipes? Confira o nosso artigo sobre modelos de liderança: verdade ou mito?

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