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9 desafios do empreendedor de primeira viagem [E COMO SUPERÁ-LOS]

9 desafios do empreendedor de primeira viagem [E COMO SUPERÁ-LOS]

Porque todo negócio em desenvolvimento enfrenta dificuldades.

Junto com a decisão de ter um negócio próprio, surgem vários desafios.

Então, se você está pensando que vai ganhar dinheiro de uma hora para a outra, sem esforço nenhum durante o processo, pode abandonar essa ideia e arregaçar as mangas, pois o que não vai faltar é trabalho.

Em compensação, você passa a ter controle sobre sua carreira e, se fizer tudo certo, pode ganhar muito mais dinheiro como empreendedor do que em seu emprego convencional. Parece uma boa troca, certo?  

Mas fique tranquilo, pois estamos aqui para ajudá-lo nessa nova fase: conheça os 9 principais desafios do empreendedor iniciante e aprenda como superá-los!  

Abandonar outra carreira

O início de um negócio exige muito do empreendedor: você precisará criar um produto, fazer a divulgação, entrar em contato com pessoas, criar perfis nas redes sociais, responder dúvidas de clientes, ou seja, é quase impossível equilibrar essa rotina com um emprego que te ocupa, pelo menos, oito horas por dia.  

No início, você pode administrar seu negócio no final de semana, mas a partir do momento que sua ideia começar a gerar lucro e a demanda pelo seu produto/serviço aumentar, você precisará decidir se aquele dinheiro é apenas um complemento de renda ou se você quer viver, exclusivamente, daquela atividade.   

É claro que abrir mão de uma carreira não é fácil, e nem é recomendado que você faça isso sem antes se planejar emocionalmente e financeiramente.

Algo que pode ajudar nessa transição é buscar a ajuda de um coaching, para avaliar seu atual momento profissional. Esse profissional pode te ajudar a entender se você gosta realmente do que faz em seu emprego ou se ele é apenas um meio de sustento. A resposta para essa e outras perguntas podem ser o gatilho que falta para começar sua jornada empreendedora.  

Planejamento financeiro

Se você vai abandonar sua carreira anterior, significa que você não terá uma renda mensal assegurada todo mês, seu “salário” passa a depender da quantidade de vendas que você realizar.

Por isso, o planejamento financeiro é uma parte fundamental de seu novo negócio. É ele que garantirá que você terá fluxo de caixa suficiente para manter suas operações, até que você comece a ganhar dinheiro.

Mas como saber o quanto de dinheiro que você precisa? Na verdade, é impossível saber o valor exato, mas é possível ter uma noção aproximada.

No caso de produtos digitais, esse cálculo é mais simples, pois você cria o produto apenas uma vez e disponibiliza online, enquanto produtos físicos exigem produção constante.

Vamos supor que você decidiu criar um curso online sobre um tema que domina. Neste caso, seu planejamento deve considerar: os custos que você teve com a produção (gravação, edição, etc.) + valor investido na divulgação do produto (anúncios, criação de landing page, site, entre outros) + suas despesas pessoais (água, luz, telefone, internet).

Escolher o nicho certo

Gostar de alguma atividade não quer dizer que somos bons naquilo. E para ter um negócio, você precisa ser realmente bom no que faz.

Tem gente que adora moda, mas não seria capaz de desenhar uma roupa ou criar um produto específico sobre isso.

Portanto, ao invés de escolher aleatoriamente, faça uma lista de atividades que você gosta de realizar e outra com atividades que você sabe realizar bem ou aquelas com as quais as pessoas te pedem ajuda com frequência.

O ideal é que a escolha do seu nicho surja na interseção dessas duas listas, já que seu novo negócio te tomará muito tempo e, por isso, precisa ser sobre uma tema com o qual você se identifique.   

Outro aspecto importante a ser observado é se o nicho escolhido tem demanda suficiente para gerar lucro, afinal, não adianta criar um produto ou serviço de qualidade, se poucas pessoas se interessarem em usá-lo.   

Para descobrir essas informações, existem ferramentas como o Google Trends, que mostram os temas mais buscados na internet, de acordo com um certo período. Nossa dica aqui é você pesquisar pelos últimos 12 meses, assim, você evita armadilhas de escolher assuntos que só foram pesquisados no último mês, e que podem ser demandas pontuais.

O Google Keyword Planner é outra ferramenta gratuita usada para descobrir o volume de buscas por diversas palavras-chave. Essa informação é útil para identificar se seu assunto é relevante para a audiência que você quer atingir.

>>> Saiba mais sobre nicho.  

Falta de conhecimento do mercado

Ninguém nasce sabendo fazer tudo, portanto, é natural que, no início, você cometa alguns erros por inexperiência, mesmo que seja muito bom naquilo que está fazendo.

Para minimizar esses erros, é importante que você pesquise bem o mercado que está entrando: quem é sua persona; quais as empresas concorrentes;  busque em fóruns e sites, como Reclame aqui, quais são as demandas mais recorrentes dos consumidores, e como você pode atendê-las como seu produto/serviço.

Vale ressaltar que esse trabalho de pesquisa é contínuo, pois é por meio dele que você conseguirá encontrar oportunidades de melhoria em seu negócio, para oferecer mais valor para sua audiência.

Fica combinado que, a partir de agora, ferramentas como o Google Analytics passam a ser suas melhores amigas, ok?    

Validar sua ideia

Antes de investir suas economias na criação de um negócio, você precisa saber se sua ideia funciona na prática. E a melhor maneira de fazer isso é testando.

Existe um conceito conhecido como MVP (mínimo produto viável) que consiste em criar uma versão “beta” de seu produto, com todas as funcionalidades que ele terá, e testar a recepção das pessoas. Apesar de ser um pouco trabalhoso, essa verificação lhe poupará tempo e problemas no futuro.   

Para ser considerada uma boa ideia, seu produto deve resolver um problema, ser fácil de entender, ser algo pelo qual as pessoas pagariam e, consequentemente, ter capacidade para gerar renda sem aumentar o custo de produção, ou seja, ser escalável.

Trabalhar por conta própria

Geralmente, o empreendedor que está começando, trabalha sozinho, o que é um grande desafio de adaptação para quem está acostumado a trabalhar em equipe ou em ambientes repletos de pessoas.

Se você é uma pessoa muito sociável, escolha um dia da semana para trabalhar em espaços de coworking. Dessa forma, você extrai o melhor dos dois mundos: trabalhar por conta própria e evitar a solidão.  

Outro desafio do modelo de home office é encontrar os horários nos quais você é mais produtivo.  Algo que pode ajudar bastante, se você ainda não tem experiência com trabalho remoto, é estabelecer uma rotina. Tenha um horário fixo para dormir, acordar e programe pequenas pausas ao longo do dia, para não ficar sobrecarregado.  

Com o tempo, você saberá quais são os horários mais propícios para trabalhar e conseguirá realizar suas atividades com mais qualidade.

Pessoas com hábitos noturnos, por exemplo, podem reservar o turno da manhã para compromissos pessoais, como ir ao banco e almoçar com a família, e trabalhar durante a tarde e o início da noite.  

Apenas tome cuidado para não passar longas horas do dia trabalhando. Se por um lado isso é bom, pois demonstra que você está levando a sério seu empreendimento, por outro, a jornada muito extensa pode comprometer a qualidade de seu atendimento.

É preciso encontrar um equilíbrio entre a demanda dos seus clientes e o tempo que você precisa para entregar uma solução de valor para eles.

Veja essas e outras dicas no nosso vídeo sobre Trabalhar em casa:

Construir uma base de clientes

O segredo para ter um negócio perene é construir uma base sólida de clientes e, para isso, você deve focar em criar um relacionamento com estas pessoas, antes de pensar nas vendas.

Aposto que você leu esse trecho e ficou confuso, já que sempre te disseram que o desempenho de um negócio é medido pelo dinheiro que ele é capaz de gerar. Mas pense da seguinte forma: você prefere fazer um lançamento bem-sucedido ou ter um produto cujo consumo é perene? Temos certeza que você escolheu a segunda opção.

E se escolheu, prepare-se para um grande desafio, pois ganhar a confiança das pessoas não é fácil, é preciso gerar valor, antes de extrair valor. Isso requer muito investimento em conteúdo de qualidade e uma boa estratégia de nutrição de leads. Nós falaremos sobre relacionamento mais à frente no texto.   

Falta de estabilidade

Além do salário fixo todo mês, muitas pessoas se apegam ao emprego por causa de benefícios trabalhistas, pois quando você se torna um empreendedor, você perde direito ao FGTS, seguro desemprego, licença maternidade e férias a cada doze meses.

O que essas pessoas não entendem é que, ao ter um negócio próprio, você tem a chance de ganhar muito mais dinheiro do que se trabalhasse em um emprego comum, o que compensaria a ausência desses benefícios.

No entanto, nem tudo é perfeito na vida do empreendedor. É preciso ter alguns cuidados, já que a economia está em constante transformação, o que significa que sua receita oscilará bastante.

Mantenha sempre um fluxo de caixa para despesas emergenciais e evite gastos altos, principalmente no início. O planejamento financeiro, que citamos no texto, é fundamental nesse aspecto, pois ajuda a evitar pânico antes da hora.

Lembre-se também de formalizar seu negócio. Ao se tornar um microempreendedor individual, você não só assegura alguns direitos previdenciários, como tem impostos diferenciados, maiores linhas de crédito, e consegue passar mais confiabilidade para seu consumidor, graças à emissão de notas fiscais.

Construir autoridade

O profissional autoridade é aquele que é referência em determinado assunto, que é procurado em casos de dúvidas ou para a solução de problemas. Já pensou em ser a primeira marca que vem à mente do consumidor quando ele pensa sobre um produto?   

Essa fama não é fácil de construir, mas seguindo nossas dicas, é possível acelerar esse processo.

Crie um blog (e mantenha-o atualizado)  

Ter um blog não é mandatório para trabalhar com vendas na internet, mas você verá que essa é a melhor forma de entregar conteúdo de qualidade sobre o produto que você está vendendo. Se aquilo que você compartilha agrega valor, aos poucos, seu blog se tornará referência no assunto e começará a atrair tráfego organicamente.

Grave vídeos

De acordo com relatório da Cisco Visual Networking Index, os vídeos serão responsáveis por 82% do tráfego de todos os usuários na internet até 2020. Ou seja, as empresas e empreendedores que não investirem nesse formato, desde já, estão sujeitas a uma queda no engajamento, que pode resultar, inclusive, em prejuízo financeiro.  

Disponibilize conteúdo de qualidade gratuitamente

Sabe aquela história de gerar valor antes de extrair valor? Os conteúdos ricos são basicamente sobre isso! Ao disponibilizar um material de alta qualidade, sem nenhum custo adicional, você aciona o gatilho da reciprocidade em seu consumidor, o que faz com que ele tenha mais facilidade de pagar por um produto seu, no futuro. E mesmo que a venda não seja feita, você passa a ter as informações de contato daquele usuário e tem mais tempo para criar uma relação com ele. É uma relação “win win”.  

Não se esqueça das redes sociais

Há muito tempo, as redes sociais deixaram de ser apenas canais de entretenimento e se tornaram uma ferramenta a mais para se comunicar com seu público e fazer negócios. Pesquise quais são as redes sociais nas quais estão seus consumidores, e trace uma estratégia de comunicação focada nesses canais. A proporção ideal é 80% de conteúdo valioso e apenas 20% para falar de sua marca.

Se você conseguir superar esses desafios, já tem meio caminho andado para construir uma carreira sólida como empreendedor. Se você está começando no mercado agora, aproveite para ler nosso guia completo para fazer sua primeira venda online.

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