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Tipos de personagens: guia completo para criadores de conteúdo

Descubra os principais tipos de personagens, os arquétipos da Jornada do Herói e como usá-los na criação de conteúdo e no storytelling de marca.

Lara Azeredo

15/09/2026 | Por

Os principais tipos de personagens em uma narrativa incluem protagonista, antagonista, deuteragonista, coadjuvante, oponente, figurante e falso protagonista. Cada um pode desempenhar uma função diferente na história e contribuir para o desenvolvimento do conflito, do enredo e dos demais personagens.

Mas essa não é a única maneira de classificar personagens. Eles também podem ser analisados pela complexidade psicológica, como personagens planos e redondos, e pela evolução ao longo da narrativa, como personagens estáticos e dinâmicos.

Além disso, conceitos como herói, mentor, sombra e arauto aparecem com frequência quando falamos de arquétipos e Jornada do Herói.

Entender essas diferenças ajuda escritores, roteiristas e criadores de conteúdo a construir histórias mais coerentes, criar conflitos interessantes e escolher personagens que realmente tenham uma função dentro da narrativa.

Neste guia, você vai entender:

  • O que é um personagem
  • Quais são os principais tipos de personagens
  • Qual é a diferença entre protagonista, antagonista e personagens secundários
  • O que são personagens planos, redondos, estáticos e dinâmicos
  • Quais são os principais arquétipos da Jornada do Herói
  • Como escolher e utilizar personagens em uma narrativa
  • Como aplicar esses conceitos na criação de conteúdo

O que é um personagem?

Um personagem é uma figura que participa de uma narrativa e desempenha determinada função no desenvolvimento da história. Pode ser uma pessoa, animal, criatura, ser fantástico ou até outra entidade personificada, dependendo do universo narrativo.

Um personagem pode tomar decisões, enfrentar conflitos, influenciar acontecimentos ou simplesmente ajudar a construir o ambiente da narrativa. Por isso, nem todos precisam ter a mesma profundidade ou importância.

O protagonista de um romance, por exemplo, geralmente exige muito mais desenvolvimento do que uma pessoa que aparece rapidamente em uma única cena.

Segundo o escritor e crítico E. M. Forster em Aspects of the Novel (1927), uma classificação bastante conhecida na teoria literária diferencia os personagens entre planos e redondos.

Os personagens planos tendem a ser construídos em torno de poucas características marcantes. Já os personagens redondos apresentam maior complexidade e podem surpreender o público de maneira coerente com sua construção.

Essa é apenas uma das classificações possíveis. Também podemos analisar um personagem pela função que exerce ou pela transformação que apresenta durante a história.

Equipe em reunião de brainstorming ao redor de quadro branco com exemplos de tipos de personagens: protagonista, antagonista, deuteragonista, coadjuvante, oponente e figurante, cada um com suas características.

Os principais tipos de personagens

Não existe uma única lista universal de tipos de personagens, porque diferentes teorias utilizam critérios distintos.

Quando consideramos principalmente a função desempenhada dentro da narrativa, alguns dos tipos mais conhecidos são:

Tipo Função na narrativa Complexidade típica Exemplo
Protagonista Ocupa posição central no conflito e na ação Frequentemente redondo e dinâmico Hamlet
Falso protagonista Parece ser o personagem central antes de outro assumir essa função Variável Marion Crane, em Psicose
Deuteragonista Ocupa uma posição de grande importância ao lado ou em contraste com o protagonista Frequentemente redondo Samwise, em O Senhor dos Anéis
Antagonista Representa uma força importante de oposição ao protagonista Plano ou redondo Iago, em Otelo
Oponente Cria oposição ou obstáculos em determinados momentos Plano ou redondo Um rival em uma narrativa esportiva
Coadjuvante Participa do desenvolvimento do enredo sem ocupar o centro da narrativa Plano ou redondo Dr. Watson, nas histórias de Sherlock Holmes
Figurante Ajuda a compor cenas e ambientes sem participação relevante no conflito central Geralmente pouco desenvolvido Transeuntes em uma cena urbana

Mentor, arauto e Guardião do Limiar também podem aparecer como personagens, mas são mais bem compreendidos como funções arquetípicas. Por isso, vamos abordá-los separadamente quando falarmos da Jornada do Herói.

Os 7 tipos de personagens mais usados em narrativas: definições e exemplos

Agora que você conhece uma visão geral dos tipos de personagens, vale entender melhor a função de cada um.

1. Protagonista

O protagonista é o personagem que ocupa a posição central da narrativa ou do conflito principal e cuja trajetória recebe especial atenção da história.

Ele não precisa ser necessariamente uma pessoa heroica, admirável ou moralmente correta. Um protagonista também pode ser um anti-herói ou até alguém que seria considerado vilão se a história fosse contada de outra perspectiva.

É importante, portanto, não confundir protagonista com herói.

Algumas características comuns são:

  • Centralidade: sua trajetória ocupa uma posição central na narrativa.
  • Objetivo: geralmente deseja alcançar, evitar ou transformar alguma coisa.
  • Conflito: encontra obstáculos internos ou externos.
  • Desenvolvimento: pode passar por mudanças ao longo da história.

Em storytelling aplicado ao marketing, uma estratégia comum é posicionar o cliente como protagonista. A marca ou o produto não precisa ser o “herói” da história: pode funcionar como elemento que ajuda o cliente a avançar em direção ao objetivo desejado.

2. Falso protagonista

O falso protagonista é um personagem apresentado inicialmente como se fosse o centro da narrativa, mas que posteriormente perde essa posição para outro personagem.

Esse recurso pode ser utilizado para surpreender o público e alterar suas expectativas sobre a história.

Um exemplo famoso aparece em Psicose, de Alfred Hitchcock. Marion Crane ocupa posição central no início do filme, levando o público a acreditar que acompanhará sua trajetória durante toda a narrativa.

Para funcionar bem, o recurso precisa ser utilizado de maneira intencional. Caso contrário, a mudança de foco pode parecer simplesmente uma quebra mal planejada da história.

3. Deuteragonista

O deuteragonista é, tradicionalmente, o segundo personagem em importância em uma narrativa, depois do protagonista.

Ele pode funcionar como aliado, contraponto, companheiro, rival ou personagem com uma trajetória própria que se relaciona diretamente à história principal.

Samwise Gamgee, de O Senhor dos Anéis, é um exemplo frequentemente utilizado para compreender essa função devido à importância que assume na jornada de Frodo.

O deuteragonista também pode ajudar a revelar características do protagonista. A maneira como os dois personagens concordam, discordam e enfrentam dificuldades pode mostrar ao público aspectos que seriam difíceis de apresentar apenas por meio de explicações.

4. Antagonista

O antagonista é o personagem ou força que cria uma oposição importante aos objetivos do protagonista e ajuda a estabelecer o conflito da narrativa.

Um antagonista não precisa ser necessariamente um vilão.

Ele pode ser:

  • Uma pessoa
  • Um grupo
  • Uma instituição
  • A sociedade
  • A natureza
  • Uma situação
  • Uma força interna do próprio protagonista

Imagine uma história sobre uma pessoa tentando sobreviver sozinha em uma região extremamente fria. Nesse caso, a própria natureza pode funcionar como força antagônica.

Em histórias mais complexas, um bom antagonista também costuma ter objetivos, valores e motivações próprios. Isso evita que ele exista apenas para “ser mau” e pode tornar o conflito mais interessante.

5. Oponente

O oponente é alguém ou algo que cria oposição ao protagonista em determinado momento da narrativa, sem necessariamente representar a principal força antagônica da história.

Essa distinção pode variar conforme a abordagem teórica utilizada, já que “oponente” e “antagonista” nem sempre são tratados como categorias completamente separadas.

Na prática, porém, pensar em oponentes pode ser útil para estruturar diferentes níveis de conflito.

Em uma narrativa esportiva, por exemplo, o protagonista pode enfrentar vários adversários ao longo de um campeonato. Cada rival funciona como um obstáculo específico, enquanto o conflito maior pode envolver insegurança, pressão familiar ou o principal adversário da competição.

Os diferentes oponentes podem aumentar progressivamente a dificuldade e preparar o protagonista para desafios maiores.

6. Coadjuvante

O coadjuvante é um personagem secundário que possui participação relevante na história, mas não ocupa o centro da narrativa.

Ele pode ajudar o protagonista, criar conflitos, fornecer informações, revelar características de outros personagens ou movimentar acontecimentos importantes.

Um coadjuvante pode exercer diferentes funções, como:

  • Aliado
  • Amigo
  • Familiar
  • Mentor
  • Rival
  • Interesse amoroso
  • Parceiro de jornada

É importante não confundir personagem coadjuvante com personagem irrelevante.

Um bom coadjuvante pode ter personalidade, objetivos e conflitos próprios. A diferença está principalmente na posição que ocupa em relação ao foco central da narrativa.

7. Figurante

O figurante é um personagem de participação muito pequena, utilizado principalmente para compor cenas, ambientes e situações.

Imagine uma cena em um restaurante. Garçons, clientes em outras mesas e pessoas passando ao fundo podem ajudar a criar a sensação de que aquele ambiente está realmente funcionando.

Diferentemente do coadjuvante, o figurante normalmente não possui um arco narrativo desenvolvido e sua participação não é essencial para o conflito principal.

Isso não significa que seja inútil. Dependendo do formato, figurantes ajudam a construir contexto e verossimilhança para o universo da história.

Infográfico ilustrado mostrando os tipos de personagens em uma narrativa: protagonista, coadjuvante, deuteragonista, antagonista, oponente, figurante e falso protagonista, com suas funções na história.

Arquétipos da Jornada do Herói

Além dos tipos de personagens classificados pela função narrativa, existem os arquétipos.

Joseph Campbell estudou padrões recorrentes de mitos e narrativas em O Herói de Mil Faces, publicado originalmente em 1949. Posteriormente, Christopher Vogler adaptou diferentes ideias relacionadas à Jornada do Herói para a escrita e o roteiro em A Jornada do Escritor.

Nesse contexto, alguns dos arquétipos mais conhecidos são:

Arquétipo Função Exemplo de atuação
Herói Enfrenta desafios e passa pela jornada Personagem que aceita o desafio central
Mentor Orienta, ensina ou oferece recursos Mestre que prepara o herói
Arauto Sinaliza ou provoca uma mudança Mensagem ou personagem que apresenta o chamado
Guardião do Limiar Testa o herói antes de uma nova etapa Adversário ou obstáculo que precisa ser superado
Camaleão Cria dúvida por meio de mudanças ou incertezas Personagem cuja intenção ou lealdade não está clara
Sombra Representa ameaça, oposição ou aspectos reprimidos Vilão ou força ligada ao lado sombrio do conflito
Pícaro Provoca mudanças e frequentemente utiliza humor Personagem que quebra regras ou expõe contradições

É importante entender que arquétipo e tipo de personagem não são exatamente a mesma coisa.

Um personagem pode ocupar determinada função no enredo e, ao mesmo tempo, assumir uma ou mais funções arquetípicas.

Um coadjuvante, por exemplo, pode funcionar como Mentor. Um antagonista pode representar a Sombra. E o próprio protagonista frequentemente assume o arquétipo do Herói.

Essa separação ajuda a evitar uma confusão comum quando diferentes classificações de personagens são colocadas na mesma lista.

Como os personagens são classificados?

Os personagens podem ser classificados por diferentes critérios, como função narrativa, complexidade psicológica e transformação ao longo da história.

Por isso, o mesmo personagem pode receber mais de uma classificação.

Um protagonista pode ser, ao mesmo tempo:

  • Protagonista pela função narrativa
  • Redondo pela complexidade
  • Dinâmico pela transformação
  • Herói pela função arquetípica

Entenda as principais classificações.

Dimensão 1: função na narrativa

A primeira classificação considera o papel que o personagem desempenha no desenvolvimento da história.

É aqui que aparecem categorias como:

  • Protagonista
  • Antagonista
  • Deuteragonista
  • Coadjuvante
  • Figurante
  • Falso protagonista

Essa classificação responde principalmente à pergunta: qual é a função desse personagem na história?

Dimensão 2: complexidade psicológica

Uma classificação bastante conhecida vem de E. M. Forster e diferencia personagens planos e redondos.

Tipo Definição Característica
Personagem plano Construído em torno de poucas características marcantes Mais simples e facilmente reconhecível
Personagem redondo Apresenta maior complexidade e diferentes características Pode surpreender sem perder a coerência

Um personagem plano não é necessariamente um personagem ruim.

Em determinadas histórias, personagens simples cumprem muito bem sua função. O problema aparece quando uma narrativa exige profundidade, mas oferece um personagem sem conflitos, contradições ou desenvolvimento suficientes.

Dimensão 3: evolução na narrativa

Outra classificação importante diferencia personagens estáticos e dinâmicos.

Tipo Definição Exemplo de aplicação
Personagem estático Mantém características centrais relativamente estáveis ao longo da história Pode servir como referência ou contraponto para outros personagens
Personagem dinâmico Passa por uma transformação relevante ao longo da narrativa Muito comum em histórias baseadas em arcos de transformação

A mudança de um personagem dinâmico não precisa ser positiva.

Ele pode amadurecer, superar um medo e mudar suas crenças, mas também pode se tornar mais egoísta, corrupto ou destrutivo.

O que define o personagem dinâmico é a existência de uma transformação relevante.

Dimensão 4: relação com realidade e ficção

Também podemos diferenciar personagens de acordo com sua relação com pessoas e acontecimentos reais.

Entre as possibilidades estão:

  • Ficcionais: criados pelo autor para a narrativa.
  • Baseados em pessoas reais: inspirados ou construídos a partir de indivíduos que existiram.
  • Personagens históricos representados em obras ficcionais: utilizam uma pessoa real dentro de uma narrativa que pode incluir dramatizações e elementos inventados.

Quando a obra envolve pessoas reais, é importante pesquisar fontes confiáveis e deixar claro o nível de liberdade ficcional utilizado, especialmente em conteúdos históricos, biográficos ou documentais.

Qual é a diferença entre personagem plano, redondo, estático e dinâmico?

Essa é uma dúvida importante porque essas classificações analisam aspectos diferentes do personagem.

Plano e redondo dizem respeito principalmente à complexidade. Estático e dinâmico dizem respeito à transformação ao longo da história.

Portanto, as categorias não são opostas entre si.

Um personagem pode ser:

  • Plano e estático
  • Plano e dinâmico
  • Redondo e estático
  • Redondo e dinâmico

Um personagem extremamente complexo, por exemplo, pode começar e terminar uma história sem passar por uma grande transformação. Nesse caso, ele pode ser redondo e estático.

Já outro personagem pode ser relativamente simples, mas passar por uma mudança clara. Ele pode ser considerado plano e dinâmico.

Entender essa diferença ajuda a analisar e criar tipos de personagens com mais precisão.

Como usar tipos de personagens na prática?

Se você cria vídeos, histórias, cursos online, campanhas ou outros formatos de conteúdo, compreender os tipos de personagens pode ajudar a organizar melhor a narrativa e criar identificação com o público.

Alguns passos são especialmente úteis:

  • Defina o protagonista da narrativa: estabeleça quem ocupa o centro da história, o que essa pessoa deseja e por que esse objetivo importa.
  • Estabeleça o conflito central antes de criar muitos personagens secundários: os demais personagens podem ganhar significado a partir da maneira como ajudam, dificultam ou transformam a jornada principal.
  • Defina o nível de profundidade necessário: nem todo personagem precisa ter uma biografia complexa, mas personagens centrais normalmente exigem motivações mais bem desenvolvidas.
  • Utilize arquétipos como referência, não como fórmula: Mentor, Herói, Sombra e outros arquétipos podem ajudar a estruturar funções, mas não precisam transformar os personagens em estereótipos.
  • Revise a função de cada personagem: se dois personagens cumprem exatamente o mesmo papel, considere se ambos são realmente necessários.
  • Crie objetivos e motivações: personagens ganham força quando o público entende o que desejam e o que estão dispostos a fazer para conseguir.
  • Pense nas relações entre os personagens: alianças, conflitos, dependências e diferenças ajudam a revelar personalidade sem depender apenas de explicações.

No marketing, existe ainda uma aplicação especialmente interessante: colocar o cliente no centro da narrativa.

Em vez de apresentar a marca como protagonista de toda história, você pode mostrar sua persona enfrentando um problema e apresentar seu produto, serviço ou conhecimento como um elemento que contribui para essa jornada.

Como criar um bom personagem?

Um bom personagem precisa ter uma função clara na narrativa e características coerentes com o papel que desempenha na história.

Para personagens importantes, vale desenvolver alguns elementos:

  • Objetivo: o que ele deseja?
  • Motivação: por que deseja isso?
  • Conflito: o que impede que consiga?
  • Medo: o que ele teme perder ou enfrentar?
  • Valores: no que acredita?
  • Contradições: quais características tornam sua personalidade menos previsível?
  • Relações: como se comporta diante dos demais personagens?
  • Transformação: o que pode aprender, perder ou mudar durante a narrativa?

Imagine dois personagens que desejam abrir um negócio.

Um quer empreender porque deseja independência. O outro busca provar para a família que é capaz de construir algo sozinho.

O objetivo externo parece semelhante, mas as motivações são diferentes. Consequentemente, os conflitos e decisões também podem seguir caminhos completamente distintos.

É esse tipo de detalhe que ajuda a transformar uma função narrativa em um personagem mais interessante.

Checklist: seu elenco está pronto?

Depois de conhecer os principais tipos de personagens, vale revisar se cada integrante do elenco realmente contribui para a história.

  • O protagonista tem um objetivo claro?
  • Existe um conflito relevante que dificulta esse objetivo?
  • A principal força antagônica está bem definida?
  • Os personagens secundários possuem funções distintas?
  • Os personagens mais importantes têm motivações compreensíveis?
  • A profundidade de cada personagem é adequada à importância dele?
  • Existe transformação quando ela é necessária para o arco narrativo?
  • Os arquétipos estão sendo usados como referência, e não apenas como estereótipos?
  • Existem personagens que poderiam ser retirados sem alterar a história?
  • As relações entre os personagens ajudam a desenvolver o conflito?

Se várias respostas forem negativas, talvez seja interessante revisar o elenco antes de avançar para a produção.

Use os tipos de personagens para contar histórias melhores

Conhecer os tipos de personagens ajuda a entender por que algumas figuras ocupam o centro de uma narrativa enquanto outras funcionam como oposição, apoio, contraste ou simplesmente ajudam a construir o universo da história.

Ao longo deste guia, você viu as diferenças entre protagonista, antagonista, deuteragonista, coadjuvante, oponente, figurante e falso protagonista. Também entendeu que personagens podem ser classificados como planos ou redondos, estáticos ou dinâmicos, além de assumir arquétipos como Herói, Mentor e Sombra.

Para quem trabalha com criação de vídeos, essas classificações não precisam ficar restritas à literatura ou ao cinema. Elas podem ajudar na criação de campanhas, aulas, storytelling e outras experiências que utilizam narrativas para transmitir uma mensagem.

O mais importante é lembrar que tipos de personagens são ferramentas de construção narrativa, e não fórmulas rígidas. Conhecê-los ajuda você a escolher conscientemente quem participa da história, qual função exerce e por que o público deveria se importar com sua jornada.

Perguntas frequentes sobre tipos de personagens

Quais são os principais tipos de personagens?

Os principais tipos de personagens por função narrativa incluem protagonista, antagonista, deuteragonista, coadjuvante, oponente, figurante e falso protagonista. Também existem classificações relacionadas à complexidade, como personagens planos e redondos, e à evolução, como personagens estáticos e dinâmicos.

Quais são os 4 tipos de personagens?

Uma classificação bastante utilizada considera personagens protagonistas, antagonistas, coadjuvantes e figurantes. Entretanto, não existe uma única divisão universal em quatro tipos. A literatura e a teoria narrativa utilizam diferentes classificações de acordo com função, complexidade, evolução e abordagem teórica.

Qual é a diferença entre protagonista e antagonista?

O protagonista ocupa uma posição central na narrativa e geralmente persegue o objetivo relacionado ao conflito principal, enquanto o antagonista representa uma força de oposição a esse objetivo. O antagonista não precisa ser necessariamente um vilão e pode até ser uma instituição, a sociedade, a natureza ou outro tipo de força.

Qual é a diferença entre personagem plano e personagem redondo?

O personagem plano é construído em torno de poucas características marcantes, enquanto o personagem redondo apresenta maior complexidade, diferentes características e capacidade de surpreender o público de maneira coerente. Essa classificação ficou especialmente conhecida a partir da obra de E. M. Forster.

Qual é a diferença entre personagem estático e dinâmico?

O personagem estático mantém suas características centrais relativamente estáveis durante a narrativa, enquanto o personagem dinâmico passa por uma transformação relevante. Essa mudança pode ser positiva ou negativa e envolver crenças, comportamento, valores ou maneira de enxergar o mundo.